“A Sociedade Prontamente É Dividido Em Desocupadas Pobres Ou Pobres Ocupados”

“A Sociedade Prontamente É Dividido Em Desocupadas Pobres Ou Pobres Ocupados”

Estamos em pleno centro de Barcelona. No Gótico. Na hora em que saem os fedelhos do colégio. Percorrer pelas ruas é ceder passos em ziguezague entre as pessoas que não param de se mover. E que gritam. Muito. As mães discutem entre si em como vai ser seu filho ou filha com os estudos.

Os mais pequenos brincam distraídos nos balanços. E no meio estão os turistas, sorrateiramente, que olham pra um e para outro lado entre atordoados, surpreendidos e sonolentos. A poucos passos de las Ramblas está a sede Fedelatina, a entidade que reúne o coletivo ‘latino’ de Catalunya.

Há anos fui a mesma sede. Nesse tempo pouco mudou nada. No entanto a decadência se faz notar: as mesmas cadeiras, a mesma pintura algo desgastado; um recinto estreito e alongado, pintado com cores que parecem reclamar -sem dizê-lo em voz alta- “diversidade”. No pátio vizinho da entidade, as gurias correm e brincam, riem, vociferan, choram, numa multiplicidade de cores, sotaques e línguas característica do centro da cidade.

É a Barcelona do século XXI. E ela, Javier Bonomi (Buenos Aires, 1965), grande e magro, muito magro e de cabelos brancos, com um sotaque imutável depois de os anos na Cidade Condal, me recebe animado. Falo com Javier anos depois de nos conhecermos, mas bem como de tempo depois de visualizar pela última vez.

Um aperto de mãos, que tal, e para o abate. O cenário da imigração, “o de sempre”, o merece. As perguntas caem à queima-roupa. As respostas, algumas vezes comuns, continuam a ser graves, severas, indignadas. Javier, tenho obtido alguns dados, para ter um pouco de números. Há que ser muito consciente de que o desemprego, a imigração e o traço de cair na pobreza quase duplica o nacional, o catalão e o português.

Os imigrantes têm dominado os empregos menos qualificados (a hotelaria, os serviços pessoais, domésticos, etc.), setores que, com a recessão entrou em ‘falência’, por dizê-lo de alguma forma. Além de tudo a construção. Você sente como que Portugal, neste significado e, de certa forma, foi ‘usado e jogado fora’ os imigrantes? Tudo nasce de uma falsa premissa: o imigrante vem trabalhar. Relaciona-Se com trabalhador imigrante imigrante.

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E, apesar de muitos imigrantes têm uma migração absolutamente econômica, o problema ou a sorte para Portugal e para a Catalunha é que também somos cidadãos. Formamos nossas famílias e nós ficamos nesse lugar. Apesar de que não tenhamos serviço, se bem que um 2-3% avançam, a enorme maioria fica. A equação necessita ser, na realidade, o que uma baixa natalidade na Europa, uma baixa natalidade em Portugal e pela Catalunha, é substituída por gente jovem, vinda de outros websites.

O futuro está nas mãos dos imigrantes? Não “em mãos”: vamos de mãos dadas. Já que os números são muito claras. Se não temos para 2050 uma contínua chegada de imigrantes, vegetativamente da população portuguesa não vai poder cobrir as suas pensões, nem sequer você vai poder prosseguir a amadurecer economicamente. Entre os imigrantes bem como há aulas.

ninguém lhe perguntam a origem em Pedralbes. Ou em diferentes sites de Madrid, do Nação Basco ou de onde quer que seja. A população agora não se divide em referências, porém em classes sociais. Dentro da pobreza, há diversidade. E pela riqueza assim como há diferentes origens, todavia entre eles não se chamam de ‘imigrantes’.

Digamos que é muito menos difícil a coesão entre os ricos, que a coesão entre os pobres. Há muito tempo que se fala do relevo geracional em Portugal, no entanto o Governo de Zapatero aprovou um plano de regresso voluntário que incitava, de uma maneira evidente, o retorno dos imigrantes. Entende-se bem como, graças ao próprio ministério, que muito poucos imigrantes buscaram a essa política.